Nos dias de hoje, onde a aparência se tornou tão importante, e onde muitas vezes buscamos mais o ter do que o ser, a felicidade e a alegria genuína parecem itens de luxo. Estamos cada vez mais preocupados com o mundo material e com o nosso corpo físico e nos esquecemos de nossa alma, da nossa ligação com o mundo superior. Não é a toa que nos sentimos cada vez mais solitários, e que adoecemos muito mais que nossos antepassados. É preciso sim cuidar do corpo físico, mas não podemos esquecer que ele é apenas o nosso elo de ligação entre a vida na terra e o mundo superior. Se nossa alma não estiver alimentada e bem cuidada, adoeceremos da mesma forma.O homem evoluiu, desenvolveu o seu eu individual, e hoje, somos seres autônomos e independentes. Mas junto com esta evolução, nos afastamos do eu superior, nos esquecemos que somos fruto de algo muito maior, e que, não importa como o chamamos, é ele que nos dá a chama da vida. Quanto mais nos afastamos disso, mais difícil fica encarar e entender a nossa missão neste mundo, pois na maioria do tempo, ela parece mais difícil e pesada do que prazerosa. Se pudermos abrir nossos corações e nossas mentes para entender e sentir que fazemos parte de algo muito maior do que nós mesmos, e que tudo o que passamos nesta vida vem para nos ensinar e nos direcionar para o cumprimento de nossas missões, os obstáculos tornam-se transponíveis, e as situações desagradáveis, um grande aprendizado. A felicidade não é um item a ser adquirido em uma prateleira, e nem é intermitente. A felicidade são momentos de satisfação plena, satisfação da alma, do coração. Pode ser uma fração de segundos, um olhar, um sorriso, um dia de sol ou um ato de caridade. O problema é que criamos um ideal de felicidade inatingível, uma felicidade que depende de milhares de variáveis para se estabelecer, e que, mesmo sabendo da impossibilidade de realizá-lo, continuamos buscando e nos frustrando. Se ao invés de agigantarmos nosso olhar para o mundo exterior, conseguirmos enxergar as pequenas coisas que nos cercam, os pequenos atos, e encontrarmos dentro de nós mesmos a alegria genuína, então seremos felizes.
“estamos apenas destinados a dar o melhor de nós, e sabemos que todos nós podemos fazê-lo sempre que dermos ouvidos aos desígnios da nossa Alma. A vida não nos exige sacrifícios inimagináveis; pede-nos para que façamos a jornada com alegria no coração e que sejamos uma bênção a quantos nos rodeiam, de forma que se deixarmos o mundo um pouquinho melhor do que era antes de nossa visita, teremos feito nosso trabalho.”
Edward Bach
